A pessoa: eu

Inquieto, intenso nas coisas que vivo, na profissão e fora dela, na vida. Intenso até quando fico intensamente sem intensidade! Sou busca constante, interrogação latente, heresia conseqüente.

E eis então que a Psicanálise vem tentando desvendar este meu mistério. Compêndios e mais compêndios vêm sendo desenvolvidos em vão. Freud se contorce em seu túmulo, Klein se inquieta no além do qual ela mesma duvida, Winnicott não crê na minha meninice, Bion se abstêm e Jung sabe que não é psicanalista, mas se mete, enquanto Lacan se acha possuidor da verdade. Sigo, independentemente de tudo, ainda que sem definição definitiva ou conclusiva. O que não se conclui é sempre passível de evolução, não se engessa.