domingo, 22 de janeiro de 2012

Castelos de areia

Quem nunca fez um castelo de areia que derrube o meu, caso contrário mantenha distância e respeito. Não pretendo viver nele, sei bem do que se trata. Não é mesmo o melhor tipo de construção na qual devemos investir, mas inevitavelmente construímos castelos de areia, uns melhores, outros piores. As ondas vêm e o derrubam invariavelmente, mas alguém tem o direito de chutar o castelo alheio? Não! Se houver delírio, pode-se no máximo alertar para o fato de que é de areia o castelo, de que ruirá. Caso quem o constrói sabe do efêmero que carrega e está apenas a se divertir ou passar o tempo, amém, que faça seu castelo e depois deixe a maré subir, deixe o castelo se desintegrar e se reintegrar aos incontáveis grãos da vida, então passe para outros planos. O concreto é coisa séria e difícil... e pesa!

6 comentários:

  1. Tenho ciúme dos meus castelos. Não gosto que ninguém se aproxime deles. Só o mar e o vento é que poderão pô-los por terra.
    Lindas palavras querido amigo
    Um bj

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  2. Meu primeiro poema publicado falava de castelos de areia! acho uma linda e romântica metáfora!Acho que ninguém deve bulir nos nossos castelos não... Afiado como sempre poeta!

    Outro castelo foi embora
    Maldita onda
    Maldito Castelo
    Maldita eu
    Acho que vou juntar mais areia
    Construir lá no alto
    Aonde a maré não chega
    Aonde nada chega
    Mas a maré sempre chega...
    Maldita maré
    Bendita areia
    (Aline Morais)

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  3. O Sergio Naya,
    construiu vários de CONCRETO,
    mas a areia não era a certa... Ah! ah! ah! ah!

    Porque CAS...tê-los?
    Uma casinha... com cerquinha branca é mais romântico.


    :o)

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  4. É, Gisa,
    A gente tem ciúmes de alguns castelos de areia que a gente constrói, mesmo, e que ninguém venha desmanchá-lo, mas tão somente conversar a respeito e saber o teor e a razão do "delírio".
    Beijo.

    Aline, minha poeta inquieta,
    Muito bom reler esse seu poema, que conheci antes de ser lá postado no seu Periódico Subversivo em "início de carreira". Adoro o poema e fica aqui o link pras pessoas irem lá conhecerem o blog também:
    http://alinemoraisfarias.blogspot.com/2010/02/recomecos.html
    Beijo grande.

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  5. Pois é, Tonho.
    O que ele fez não era concreto, era lixo amontoado, e até agora a população paga caro pela irresponsabilidade do pseudo-concreto, que era mais um abstrato.
    Lar doce lar pode ser qualquer lugar firme onde haja paz, amor, respeito, senão não é doce, daí não é lar.
    AbraçUAI.

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