sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Chega!

Não há trégua, não há pausa
Não há régua que meça
A dor, o sangue na taça,
Pausa que finda a vida
Tum tum... tum tum...

Coração como que régua
Medida de amor
Lágrimas não salvam
Medida de dor
Tum tum... tum tum...

Foice maldita a ceifar vidas
Chega a qualquer hora
Não há trégua: sofrimento é lida
Não adianta régua ou oração
Não mais... Tum.

18 comentários:

  1. Ivan,
    O segundo seguinte não nos pertence.
    Boas energias sempre
    Mari

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  2. Muito, muito bom; e o final... brilhante.

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  3. Adorei Ivan! Linda elaboração e resignificação.Bjo grande

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  4. Ivan,
    Que força!Adorei o poema... e ainda estou arrepiada!
    Parabéns!
    Beijo!

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  5. Que belo poema, uma reflexão latente, que pulsa!

    Um beijo amigo

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  6. Ivan

    Linda poesia, ritmo e fechamento perfeitos.
    Como um ritmo cardíaco que simplesmente pára!

    Bjs,
    Wania

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  7. Puxa, Ivan,
    Como sempre, sua escrita me ganha.
    Parabéns pelo poema muito sensível e tocante.

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  8. Criativo, dorido, faz um boom aqui dentro.

    Beijo.

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  9. É...
    Nesse momento nos sentimos totalmente impotentes e incapazes...O que nos resta é medir a dor com a régua do coração e dos dias...Mas acompanhada da régua temos o relógio e o tempo que passa vai nos amenizando, acalmando, aliviando.Só isso! Pois as lembranças de quando os "Tuns" existiam sempre baterão em nossos pensamentos!
    Adoro os seus textos e metáforas!

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  10. Forte reflexão de um dos maiores paradoxos da existência: vida e morte... em seu texto, inclusive, multiplicidade de interpretação. O coração dá vida à vida e encontra vida em outra vida. E Desses dois canais, inevitável vem a dor, o temos do fim, amar é sofrer... a vida é assim!

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  11. Adorei as onomatopeias... tão verdadeiras! ao lado das metáforas e do seu olhar magnifíco, me emocionaram.
    Beijooo!

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  12. Olá, Ivan, adorei o teu comentário no meu blog, acrescentou bastante.

    Sobre o teu post, a primeira coisa que me veio à cabeça foi uma música do Chico Buarque que diz: Apesar de você, amanhã há de ser outro dia.

    Adorei o poema, gostei da forma como tu escreves.

    Boa semana! Beijos

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  13. A morte é a única certeza que temos quando nascemos.
    Inevitavelmente nada se pode fazer senão chorar...

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  14. Muito bom o seu texto, Ivan; gostei especialmente das onomatopeias, dá para sentir um coração pulsando e parando.

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