segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pêndulos de Cronos (uma poesia a quatro mãos)

Sincrônicas mentes
Entre palavras
Deslizam
No ponto zero da leitura

De um lado,
Olhos
Do outro,
Dedos
Momentos, encontros
Amor de poesia


Palavras
Sincrônicos dedos
Que vêm, vazam, voam
Versam do zero ao cem

De um lado,
Dedos
Do outro lado,
Olhos
Enlaces
De poesias de amor

Sincrônicas mentes
Não mentem
Ratificam
Palavra que vai e vem e vai...

De um lado,
Lado,
Do outro lado,
Lado também
Dedos e olhos,
Uma só coisa

Sincronicidades
Cidades e vidas
Dedos, idéias, esbarrões
Lá e cá é tudo terra e céu

Pecador e pecadora
Do falar
Tecer e ler
Pêndulos de Cronos.

          PS:
          Poesia feita a quatro mãos por mim e Carmen Sílvia Presotto (de Porto Alegre, RS - do site literário Vidráguas). Ela iniciou com as duas primeiras estrofes, fez-me a proposta, dei sequência nas estrofes seguintes, mandei a ela que, nas palavras dela disse "alisei algumas palavras, mas se mexermos mais estragaremos..." Aí está o resultado, aqui no Empirismo Vernacular e lá em Vidráguas (
www.vidraguas.com.br), onde há também vários outros poemas meus e de tantos autores mundo afora publicados lá por ela. Sempre obrigado, Carmen.

24 comentários:

  1. Pois, Vanessa...
    Veja que interessante: eu, ex-estudante (amador) de psicanálise; Carmen é psicanalista em Porto Alegre e você também psicanalista. Acho que tem ideias junguianas aí pelos ares, mesmo, apesar de Jung ser um dissidente da Psicanálise, mas esteve em seus primórdios.
    Beijo grande.

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  2. Excelente resultado!
    Vi o seu comentário no Mínimo Ajuste e estou aqui a retribuir a visita. O seu blog tem muita qualidade. Seu comentário no nosso causou-me uma impressão e tanto. Serei seguidora (eu, bípede falante) e se quiser participar do Mínimo como autor, escreva para o minimoajuste@gmail.com que envio a permissão. Seria uma honra para nós.
    Abraço,
    Bípede

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  3. Uma beleza, Ivan!

    Piano e violão, e agora poesia à quatro mãos. Por que não?

    Pianíssimo, o resultado!

    Beijos

    Mirze

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  4. Feito por essas quatro mãos não teria como não ser bom...
    Nunca estudei psicanalise vou lendo, "curiando" e aprendendo!
    Beijo p vcs dois!
    Aline.
    http://alinemoraisfarias.blogspot.com/

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  5. Hey, Ivan, está lá em Vidráguas nossa conVersa e que versos sigam caminhando, pêndulos a mais Poemas... Um beijo e obrigada pela companhia!!!

    Carmen Silvia Presotto

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  6. O psit!

    Enquanto vós PSICais!
    Eu Psiu!

    Muito bom IVAN-CARMEN-BUENO-PRESOTTO!

    Abraço-tchê

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  7. Oi, Helena (bípede).
    Que bom essa reciprocidade. Já aceitei o convite e já estou lá como participante do Mínimo Ajuste como autor. Logo logo posto algo, ok?
    Beijo grande.

    Mirze,
    Gostei da metáfora "piano e violão", mas vou sugerir "piano e bateria", já que eu toco bateria e ficou pianíssimo, segundo você. (rs...)
    Beijos.

    Adriana,
    Que bom que deu resultado. Fazer algo a quatro mãos e ainda mais dando continuiadade a uma ideia, é um desafio, mas é bom. Acho que valeu, né?
    Beijos.

    Aline, poeta inquieta,
    Não precisa entender de psicanálise, não, basta ler e sentir, se as cordas vibrarem em uníssono.
    Beeeeeeeeeeeijo.

    Carmen,
    Que bom estarmos aqui e lá no Vidráguas. Pêndulo oscilando entre estados e continentes. Muito legal. Obrigado pelo desafio lançado.
    Beijo grande.

    Grande Tonho,
    Seus comentários são sempre um post à parte. Muito bom ter sua leitura. A Carmen é sua conterrânea aí de Porto Alegre.
    Abraços, tchê. (rs...)

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  8. Meu lindo Ivan:
    Entrei na sua Casa. Estou passeandinho e amando.
    Seja bem vindo no Mínimo ajuste e que coisa boa está sendo o entrelaçar de Textos lindos. Um aprendizado! Obrigada. Espero poder trocar muitas 'figurinhas', com toda humildade de uma neném aprendendo a usar as palavras.
    Com amor e carinho,
    Sílvia
    Mínimo ajuste e
    http://silminhacolchaderetalhos.blogspot.com/

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  9. Olá, Sílvia-Silc,
    Seja bem vinda. Também já estive no seu blog e estou seguindo. Depois lerei com mais tempo e carinho. Volte sempre.
    Beijo grande.

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  10. Muito obrigada!
    Ainda bem que apreciou o meu poema =)
    Concerteza que seguirei o blogue, espero receber considerações sempre o que vou escrevendo.
    Cumprimentos,
    Mafalda. *

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  11. Oi, Mafalda.
    Muito bom te ter por aqui e estar eu por lá, nos nossos respectivos espaços.
    Beijo grande cruzando o oceano.

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  12. "De um lado, lado
    Do outro lado,
    lado também"

    Meus versos favoritos.

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  13. Uma chave com baú de segredos e tudo. Boa surpresa esse poema de vcs.

    Beijos.

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  14. Que texto excitante - sexualmente mesmo.
    Quatro mãos, de quatro, dedos, lados, olhos, mentes, enlaces.

    Paro a escrita, parto pra ação.

    Voltarei!

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  15. Taninha, Marcio, Lara-Larissa e Saulo,
    Bom tê-los aqui a fazer as leituras e interpretações.

    Saulo, confesso que na escrita, na criação, o contexto nem passou pelo sexual, mas o poema, a arte de forma geral, tem isto de rico: cada um consegue ver meandros que escapam até aos autores. Relendo, consegui ver, mas o contexto da ideia original era outro. Muito interessante.
    Abraços a todos... pra Lara um beijo... pra Taninha também. (rs...)

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  16. Ryan,
    Seja bem vindo aqui ao Empirismo. Essa experiência de fazer poema a quatro mãos (ou até mais) é uma experiência interessante e que exige talvez mais do que fazer o poema sozinho, pois a ideia tem que ser dada em sequência. Eu gostei da brincadeira. Quero repeti-la.
    Abraços.

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  17. Um lu-xo essa parceria, Ivan. Sincrônicos os encontros, não?

    PS: Acabei de descobrir que eu não te seguia. Que relapsa. Tsc, tsc. rs

    Beijo, querido!

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  18. Oi, Sylvia.
    Bom te ter por aqui. Tenho tido pouco tempo de ler e estou em falta com você e quase todo mundo, mas na primeira folga dou um passeio pelo seu blog e outros mais.
    Você não me seguia, não? Ué, eu achei que seguisse! Já que agora segue, melhor ainda, siga bastante. (rs...)
    Beeeeeeeeeijo.

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  19. Oi Ivan e Carmen
    Que trabalho magnífico esta poesia a quatro maõs.
    Está tão homogéneo que nem se distinguem as mãos de um e do outro.
    Que beleza de construção.
    Parabéns aos dois acompnhados de um beijão.
    Liliana Josué

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  20. Liliana,
    Que bom te ter por aqui.
    Foi muito bacana e desafiador fazer este poema a quatro mãos. Valeu a pena, pois desafios são bons.
    Seja bem vinda e aguardo seu rosto alí nos seguidores. Que tal? (rs...)
    Beijo.

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