terça-feira, 4 de maio de 2010

A ti

Suave e selvagem a lembrança
Inclino-me a ceder, girar
Lamento a partida
Ventos trazem-me teu perfume
Inclino-me, agora resignado
A ter-te no vazio

Sempre em minha mente és
Imagem constante
Lamento e fim
Vejo-te no escuro do meu eu
Inclino-me, triste e oco
Apalpo o colchão só

11 comentários:

  1. 'Apalpo o colchão só' e assim faz perfeito a compreensão que se tem ao ler essa poesia..
    linda..

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  2. Amo este lirismo, Ivan!!!

    E A Ti, uma invocação, e uma forma tão direta e suave de envolver o leitor que já reli o poema muitas vezes, por isso logo, logo, estarei transplantando-o ao Vidráguas.

    Um beijo

    Carmen Silvia Presotto

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  3. puta dor doída dos infernos.

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  4. Luna,
    Que bom que gostou do poema que você fez em prosa e eu dividi em linhas e estrofes. Legal essa troca! Apareça sempre!

    Carmen,
    Obrigado pelo acompanhamento constante e, mais uma vez, por abrir o espaço do Vidráguas e publicar este poema lá.

    Gê,
    A dor é inegável, sim, mas superável. Noutro rumo: eu pensei que você notaria uma coisa neste poema, além de simplesmente o poema, mas do poema, no poema, enfim. Se notar, depois me diga.

    Beijos, meninas.

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  5. Comentei lá no Vidráguas e vim publicar aqui também...
    Gosto das sensações trazidas, pelo cheiro e pelas texturas…
    Bom alimentar nosso escuro, uma bela definição a vastidão que se esconde dentro de nossas almas!
    Linda leitura!

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  6. Em Tempo:
    Que foto unica!!! Comovente pela companhia que a solitária estrelinha faz ao personagem que é na verdade toda a sombra da foto...Adorei o olhar...
    Beeeijo!

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  7. Aline,
    Acho tão interessante você falar de sensações de olfativas e táteis! As formas que a gente tem de sentir e explicar as coisas são únicas, mesmo.
    A foto casou com o poema com uma perfeição que nem eu imaginava encontrar nos meus arquivos. O cara andando de costas parece ter sido colocado de propósito, mas esta foto tem quase um ano, tirada completamente fora de qualquer contexto deste poema. O contexto era totalmente outro, aliás.
    De certa forma, no estilo do poema, você me deu a idéia dele, sabia?
    Beeeeeeeijo.

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  8. tem um nome pra isso... não me lembro...

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  9. é sinestesia, gê, é?

    É uma dor do cão essa!
    Ai ai..doi muito.
    Eu grito!!

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  10. não, polly, me referia ao jogo com as letras iniciais de cada verso... tem um niome pra este tipo de composição; mas sobrepor ou interpenetrar sensações é sim sinestesia. bjbjbjbjbjbj

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  11. Gê,
    O que este poema não é, é sobre anestesia. (rs...) Pode ser uma sinestesia acróstica.
    Beijo.

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